A História da Revista

A Quadrinhópole é uma iniciativa de alguns artistas nacionais de produzir material independente. A proposta nasceu em Curitiba, quando do aniversário de 24 anos da Gibiteca de Curitiba. Na ocasião foi lançada a "Quadrinhópole # 01", com quatro histórias de artistas iniciantes que pretendiam se auto-publicar trimestralmente.

Mantendo a idéia, Dezembro de 2006 logo trouxe a segunda edição. Desta vez, eles almejaram fazer algo diferente. Com a Natal chegando e a necessidade de se fazer parcerias com outros tipos de arte, surgiu a oportunidade de fazer um clip desenhado de "Papai Noel, Velho Batuta", da banda Garotos Podres, como uma das histórias da edição. Para o lançamento, os quadrinistas levaram a banda para fazer um show em Curitiba.

A idéia de fazer parcerias com outros tipos de arte foi bem aceita e, para a terceira edição, a equipe decidiu arriscar com o teatro, já que em março estaria se realizando o Festival de Teatro de Curitiba. Assim, foi adaptada a peça "O que Fazer com os Ossos?", de João Luiz Fiani.

Na quarta edição a parceria continuou, agora com a dança: as páginas da Quadrinhópole imortalizaram a personagem Ticlau, da artista Fernanda Torres, que se apresentou em Agosto na Gibiteca de Curitiba, durante a I Festa do Quadrinho Independente.

Um ano depois, a Quadrinhópole resolveu comemorar em grande estilo, lançando uma edição especialíssima com 120 páginas. Na ocasião, muita coisa estava acontecendo de importante no mundo dos quadrinhos: a Gibiteca de Curitiba fazia 25 anos e o coletivo de quadrinistas independentes "Quarto Mundo" fazia sua estréia no 5° FIQ (Festiva Internacional de Quadrinhos de BH). É claro que a Quadrinhópole estava presente em todas estas ocasiões especiais.

A sexta edição trouxe de volta as parcerias com outras artes, desta vez adaptando a hq "Insanidade", num filme independente produzido pela Cooperativa Cinematográfica Photon Filmes. O média-metragem, com 40 minutos de duração, foi pioneiro ao utilizar a técnica de "cenários virtuais" no Brasil.

Por fim, a sétima Quadrinhópole trouxe vários contos de artistas consagrados e foi lançada durante o evento de premiação do 20º Troféu HQ MIX, em Julho/2008. Na ocasião, a revista ganhou o prêmio de Melhor Revista Independente de Grupo e Leonardo Melo havia sido indicado como roteirista revelação.

Sempre com formato 25,5 x 17 cm e páginas em papel couchê (capa colorida em couchê 150g, miolo pb em couchê 80g) , a Quadrinhópole se consolidou como uma das mais importantes publicações de quadrinhos independentes do país, e segue firme em sua jornada pela luta do mercado nacional, junto a seus companheiros do Quarto Mundo.

Seus gêneros são variados. "Undeadman", única série fixa da revista, conta a história de um imortal e se encaixa dentro da ficção histórica / fantástica, mas há outras histórias de horror, suspense, ficção científica, drama e humor. Podem vir a ser publicadas histórias com continuação, mas sempre arcos fechados de, no máximo, quatro edições.

Através do sítio oficial da revista, você poderá saber tudo sobre a publicação. Na parte de "Edições", você confere previews das edições anteriores e das próximas, bem como resenhas publicadas em outros sítios. No link "Colaboradores", você conhece aqueles que participam da revista, e fica sabendo como pode se tornar um deles.

Também há uma sessão de HQ Online, onde são apresentadas algumas das histórias que foram ou serão publicadas nas páginas da Quadrinhópole. E, caso queira adquirir uma das edições disponíveis para venda, ou outros títulos nacionais, basta visitar a Loja Virtual.

Em "Entrevistas", estão disponibilizadas algumas das entrevistas dadas pelos colaboradores, e outras que foram feitas com artistas de renome e publicadas nas páginas da revista.

Na página de contato, são encontrados links para a comunidade da revista no Orkut, para o blog, onde são narradas as aventuras e desventuras de ser um quadrinista independente neste nosso Brasil e, por fim, pode mandar um e-mail com suas dúvidas, críticas ou sugestões.

Leia, visite o site, critique e comente... só assim a Quadrinhópole poderá continuar crescendo. A revista parou no sétimo número, mas as histórias continuam saindo por aqui. Isso não significa, contudo, que ela não possa voltar a partir do número 8, com novas surpresas para os leitores, a qualquer momento...